
Introdução à Teoria Significativa da Imputação – Digital
Prever não é querer – Fundamentos, método e aplicações do dolo e da imprudência
Ficha da edição digital
- Autor
- Antonio Sólon Rudá
- ISBN digital
- 9786582043147
- Formato de leitura
- Leitura
- Biblioteca Digital Signa
Acesso à biblioteca: Minha conta → Minha Biblioteca.
R$ 60,90
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Entrar ou criar contaCausar um resultado não basta para imputá-lo como dolo. Conhecer um risco não é querer sua realização. Prever uma consequência não significa aceitá-la. E a gravidade do fato, por maior que seja, não substitui a demonstração da vontade. Partindo dessas distinções, Antonio Sólon Rudá apresenta, de forma clara e sistemática, os fundamentos da Teoria Significativa da Imputação. A obra enfrenta um dos problemas mais persistentes do Direito Penal: a ampliação do dolo para alcançar resultados não queridos, especialmente por meio de fórmulas genéricas como “assumiu o risco” ou “aceitou o resultado”. Em diálogo com Wittgenstein, Habermas e Tomás Salvador Vives Antón, o autor desloca a análise da tentativa de leitura da mente para os critérios externos que conferem significado à conduta. A imputação deixa de começar pelo rótulo e passa a ser reconstruída a partir dos fatos, do contexto, da informação disponível, das alternativas existentes e da decisão efetivamente tomada pelo agente. O livro apresenta os nove caracteres significativos da TSI — vontade, conhecimento, desconhecimento, previsibilidade, imprevisibilidade, aceitação, indiferença, não aceitação e decisão — e organiza sua investigação por meio de sete quesitos sucessivos. A combinação desses elementos permite distinguir o dolo unitário das modalidades de imprudência consciente gravíssima, grave e leve, além da imprudência inconsciente. Casos concretos, quadros comparativos, roteiros probatórios, checklists e instrumentos de trabalho demonstram como o método pode ser empregado na acusação, na defesa, na perícia e na decisão judicial. Mais do que uma síntese de obras anteriores, esta introdução constitui um percurso autônomo para compreender e aplicar a TSI. Seu compromisso é simples e exigente: impedir que presunções, fórmulas retóricas ou a repercussão do resultado ocupem o lugar da prova. Sem sinais públicos de vontade, não há dolo.





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